A Indústria e a Cultura do Estupro: Nós mulheres realmente merecemos sermos estupradas?

Uma frase muito recorrente hoje, sejam nas redes sociais, nas mídias jornalísticas ou em conversas cotidianas vem ditar, de maneira subjacente à lógica fria das palavras, como nós, mulheres, devemos nos portar nos dias atuais. Tudo isto traz consigo uma Indústria de Propaganda que visa combater a chamada “Cultura do Estupro”, instrumentalizada por parcela do público feminino para defender as perspectivas do feminismo.

Em uma conversa dessas cotidianas, uma amiga perguntou-me acerca de meu posicionamento quanto a essa questão e eu não titubeei ao dizer que “Em parte, nós mulheres temos sim culpa com relação ao estupro e algumas mulheres, de fato, merecem ser estupradas”. Admito que, em certas ocasiões, vide esta, fico, no dialeto popular, “em cima do muro”.

natureza feminina - dani rodland - daniela feliz barbosa guerreiro
A icônica cena de estupro do filme Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick. Filme que certamente não sairia nos cinemas nos dias de hoje, assim como “O Último Tango em Paris” (de Bernardo Bertolucci), por fazer alusão à famigerada “Cultura do Estupro” deflagrada por feministas.

Digo isto por puro ceticismo ao partir do princípio de que toda mulher tem valores intrínsecos e é casta, quando saber ser isto uma inverdade. Existem mulheres recatadas, com valores morais, e outras, infelizmente, não, destituídas dos mesmos por escolha particular. Euzinha seria leviana em afirmar que TODA mulher merece ser estuprada, portanto insiro um relativismo devido à bendita pergunta.

A mulher que tem relacionamento de longo prazo, não vai para baladas, é aplicada aos estudos, zela pela família, é óbvio e ululante dizer que este tipo de mulher não merece ser estuprada. Do outro lado, temos as famosas “vadia” baladeiras, que aos 25 anos já dormiram com mais de 100 homens, que usam roupas provocativas e certamente carregam sintomas iniciais de DSTs consigo, e não sentem o menor pudor ao falar para as amigas que conduzem este tipo de vida – não é regra que existam mulheres assim (sendo eu, por exemplo, diferente, uma vez que opto pela castidade e valores familiares sagrados), mas a que se aproximam este estio de vida, bem, estas sim merecem ser estupradas.

dani rodland

Usar do argumento bíblico de “Eva e o pecado original” contra o princípio rousseaniano de que “toda pessoa nasce boa e é corrompida pela sociedade” é cair em uma dicotomia lógica que não levará a lugar algum, apena em discussões infrutíferas que terminarão em meras opiniões tentando se sobrepor às outras. Não existe uma verdade única neste caso e, portanto, sob o prisma da Engenharia Social, devemos observar as características da mulher a ser tratada.

É um raciocínio simples, porém legítimo: você não anda pelas ruas de Belém com o celular da mão, desatenciosamente, como se caminhasse pela rua de uma cidade com IDH de Europa, pedindo para ser roubada; você toma as devidas providências para que isto não ocorra. Da mesma forma, não se deve usar roupas provocativas e sair sozinha na madrugada: isto vale tanto para homens quanto mulheres, pois, para mim, tanto faz o gênero, quem sai só à noite, com roupas provocativas, que sai para “badalar” e dormir a cada semana com um homem ou mulher diferente, merece ser estuprado(a).

Eu não mereço ser estuprada” é um slogan de campanha muito eficiente, que sem dúvida ganhou a simpatia dentre mulheres do Brasil afora. O slogan foi oriundo de declarações o Deputado Federal Jair Bolsonaro, sobre a também Deputada Mária do Rosário, onde dizia que “não estupro porque você não merece”. A declaração foi feita em 2003, e oportunamente resgatada pelo jornalista Reinaldo de Azevedo, ganhou força em 2014 com pesquisas do IBOPE onde grande porcentagem dos entrevistados acreditaram serem as mulheres como responsáveis pelo seu próprio estupro.

Desde o recente empoderamento feminino no século XX (sem entrar no mérito de dizer por quem tais nuances sociais foram financiada), reflexo das conquistas de direitos constitucionais mundo afora, foi-se surgindo uma cultura anti-estupro, e, com ela, consequentemente, a instrumentalização oportuna destes ideais que consolidaram a mais hipócrita Indústria do Estupro. Isto é, muitas mulheres usam dessa fragilidade sistêmica para extorquir homens e destruir a sua reputação por meio de falsas acusações de estupro. Isto é muito comum onde esta “cultura do estupro” começou a ser instrumentalizada, na Suécia, onde as leis referentes aos crimes sexuais são extremamente rígidas e pesadas ao infrator. Na mesma via desta indústria começa a surgir, aos poucos, o bom senso, que é a punição altamente qualificada contra falsa acusação de estupro. Como a sociedade em si é uma bagunça, surge o Estado para intervir e agir como babá das pessoas tolas. O que deveria ser motivo para se ter vergonha (ser estuprada) virou uma forma de lucrar e ameaçar outros.

dani rodland - típica vítima de estupro
Típica “vítima” de estupro e outros crimes sexuais.

E, cá entre nós, toda garota que eu vi dizendo que foi estuprada eram feias de dar dó, verdadeiras jamantas. Deveriam encarar isto, ao invés de um crime contra a sua integridade sexual, como uma oportunidade que Deus as deu de serem “queridas” por alguém, seja até mesmo por um estuprador. Exemplo a foto da blogueira feminista acima.

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